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Amon Düül


Psychedelic Underground 1969
"Amon Düül" foi uma banda de rock alemã que gerou duas bandas, "Amon Düül (UK)" e "Amon Düül II". "Amon Düül (UK)" foi formada em 1981 por membros que foram para o Reino Unido, e "Amon Düül II", mais famosa e considerada como uma das raízes do movimento Krautrock alemão.  O "Amon Düül" nasceu em 1967 como um grupo radical de arte política de Munique. O nome vêm da junção entre o nome do deus egípcio Amon e de um obscuro personagem da ficção turca, Düül. O grupo rapidamente ganhou status de cult pela sua liberdade em relação à improvisações musicais, geralmente envolvendo acontecimentos ou demonstrações do movimento juvenil politizado da época. Internamente, o grupo estimulava a liberdade artística, valorizando o entusiasmo e a atitude mais do que a habilidade artística. A formação da banda era fluida, bem receptiva à entrada de novos membros, característica que seria comum aos diversos grupos de Krautrock posteriormente. Apesar do espírito colaborativo do grupo, uma parcela dessas pessoas eram mais ambiciosas musicalmente, com técnicas mais apuradas, o que levou a uma separação em 1969, fazendo com que essa parcela se tornasse um grupo à parte, o "Amon Düül II", sendo que o grupo original passou a ser conhecido como "Amon Düül I". Não era fácil ser jovem na Alemanha lá pela metade dos anos 60, um rapaz sair por aí desfilando roupas extravagantes e cabelos compridos ao vento poderia resultar até em tiro (e não era bala perdida). Isso obrigava a rapaziada mais antenada a andar em turma e a se isolar em comunidades. Nem a música ajudava. Enquanto a Inglaterra, a França e a Itália já tinham seu próprio som dominando as paradas, na Alemanha 90% da programação de radio era estrangeira e os 10% restantes era a música melosa de cantores no estilo de "Udo Jürgens" ou de "Heino". No sul do país, mais precisamente na região da Baviera e mais precisamente ainda na cidade de Munique, alguns jovens decidiram lutar contra a intolerância e formaram o que viria a ser a mais famosa comunidade alemã, uma espécie de matriz para muitas outras que viriam no futuro, daí surgiu o "Amon Duul" em 1967, e lutar era a palavra exata. Essas comunas sabiam que chocar não era tudo, era preciso lutar para ser aceito pelas pessoas. Seus integrantes eram mais do que idealistas, artistas ou simplesmente hippies. Eles eram ativistas. Bom, mas como o assunto aqui é música e o "Amon Düül" foi pródigo nesse quesito, vamos nos concentrar no som, embora eventualmente seremos obrigados a nos desviar para os aspectos políticos da comuna, já que eles foram responsáveis por importantes mudanças no grupo. O marco zero da futura história musical do "Amon Düül" aconteceu na verdade em 1966, numa formação que incluía "Chris Karrer" na guitarra, "Lothar Meid" no baixo e "Christian Burchard" (que mais tarde formaria o "Embryo") na bateria. Era um trio de free-jazz alucinado por "Coltrane" e "Ornette Coleman" e que buscava inspiração e aprendizado circulando pelos clubes de jazz de Munique e de Barcelona. Nada dessa fase existe como registro sonoro e ela acabou no ano seguinte, no momento em que "Karrer", segundo suas próprias palavras, seguiu uma garota até um clube recém inaugurado e que apresentava o show de um guitarrista em excursão pelo país. O nome do guitarrista: "Jimi Hendrix". Ver aquele negão detonando a poucos metros de distância, num pequeno palco e circundado por imensos amplificadores Marshall, foi uma experiência tão intensa que do free-jazz "Chris Karrer" passou a buscar a free-psicodelia. E os companheiros que ele procurava para levar adiante essa revelação acabou encontrando nas figuras de "Rainer Bauer", "Ulrich" e "Peter Leopold", todos da comunidade "Amon Düül" que iria se expandir com o ingresso da irmã de "Bauer", "Ella", mais "Helge" e "Angelika Filanda", "Uschi Obermeier" e várias crianças, gatos e cachorros. Como disse "Julian Cope" no livro Krautrocksampler, era uma comuna de 10 ou 12 músicos comprometidos em criar arte política. Por arte política ao estilo "Amon Düül" entenda-se longas e caóticas jams acústico-percussivo envolvendo todos no palco. O registro que ficou para a posteridade, e que "Karrer" jura não haver tomado parte, é uma sessão de 48 horas ininterruptas de improvisos que resultaram em 4 dos 5 discos lançados pela banda. O primeiro deles, "Psychedelic Underground", foi lançado em 1969 pelo selo Metronome e acrescentou toda sorte de efeitos de estúdio ao som improvisado da banda. Os outros discos foram "Collapsing" de 1970, "Disaster" de 1972 e "Experimente" de 1983, com uma qualidade de som variando entre o razoável e o bootleg tosco.  Embora "Julian Cope" tenha sido generoso ao dizer que a comuna abrigava uma dúzia de músicos, na realidade só quatro membros podiam ser encarados como tal. O resto fazia era batucada de branco, abusando dos bongôs e das maracas. Isso acabou por desgostar "Chris Karrer" que estava muito mais voltado para o poder da música do que o da política. Em algumas entrevistas ele fala inclusive da obrigação de prestar contas de tudo o que fazia para a comunidade e até de aspectos bem bizarros, como ser cobrado por não fazer sexo com as moças com a freqüência exigida. Sexo à parte, "Karrer" acabou caindo fora da comuna cada vez mais politizada e formando uma dissidência musical que deu início ao grupo conhecido depois como "Amon Duul II", com "Renate Knaup", "Lothar Meid", "Peter Leopold", "John Weinzierl", "Christian Strat Thiele" e "Danny Fischelscher". A banda assinou com a Liberty e a estréia dessa formação no vinil foi o grande "Phallus Dei" de 1969, uma das pedras fundamentais do space-rock, levando ao extremo o que bandas como "Pink Floyd" e "Jefferson Airplane" apenas esboçaram até aquele momento. E olha que isso foi apenas o começo, recomendo.
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FAIXAS:
1. Ein Wunderhübsches Mädchen Träumt von Sandosa (17:03) 
2. Kaskados Minnelied (2:53) 
3. Mama Düül und Ihre Sauerkrautband Spielt Auf (2:50) 
4. Im Garten Sandosa (7:48) 
5. Der Garten Sandosa im Morgentau (8:06) 
6. Bitterlings Verwandlung (2:30) 
Total Time: 41:22

MEMBROS:
- Angelica Filanda / vocals, percussion
- Helge Filanda / congas, anvil
- Ella Bauer / vocals, percussion
- Rainer Bauer / guitar, vocals
- Ullrich Leopold / bass
- Peter Leopold / drums
- Uschi Obermaier / percussion
- Wolfgang Krischke / piano, percussion




Collapsing 1970
"Amon Düül" foi uma banda de rock alemã que gerou duas bandas, "Amon Düül (UK)" e "Amon Düül II". "Amon Düül (UK)" foi formada em 1981 por membros que foram para o Reino Unido, e "Amon Düül II", mais famosa e considerada como uma das raízes do movimento Krautrock alemão.  O "Amon Düül" nasceu em 1967 como um grupo radical de arte política de Munique. O nome vêm da junção entre o nome do deus egípcio Amon e de um obscuro personagem da ficção turca, Düül. O grupo rapidamente ganhou status de cult pela sua liberdade em relação à improvisações musicais, geralmente envolvendo acontecimentos ou demonstrações do movimento juvenil politizado da época. Internamente, o grupo estimulava a liberdade artística, valorizando o entusiasmo e a atitude mais do que a habilidade artística. A formação da banda era fluida, bem receptiva à entrada de novos membros, característica que seria comum aos diversos grupos de Krautrock posteriormente. Apesar do espírito colaborativo do grupo, uma parcela dessas pessoas eram mais ambiciosas musicalmente, com técnicas mais apuradas, o que levou a uma separação em 1969, fazendo com que essa parcela se tornasse um grupo à parte, o "Amon Düül II", sendo que o grupo original passou a ser conhecido como "Amon Düül I". Não era fácil ser jovem na Alemanha lá pela metade dos anos 60, um rapaz sair por aí desfilando roupas extravagantes e cabelos compridos ao vento poderia resultar até em tiro (e não era bala perdida). Isso obrigava a rapaziada mais antenada a andar em turma e a se isolar em comunidades. Nem a música ajudava. Enquanto a Inglaterra, a França e a Itália já tinham seu próprio som dominando as paradas, na Alemanha 90% da programação de radio era estrangeira e os 10% restantes era a música melosa de cantores no estilo de "Udo Jürgens" ou de "Heino". No sul do país, mais precisamente na região da Baviera e mais precisamente ainda na cidade de Munique, alguns jovens decidiram lutar contra a intolerância e formaram o que viria a ser a mais famosa comunidade alemã, uma espécie de matriz para muitas outras que viriam no futuro, daí surgiu o "Amon Duul" em 1967, e lutar era a palavra exata. Essas comunas sabiam que chocar não era tudo, era preciso lutar para ser aceito pelas pessoas. Seus integrantes eram mais do que idealistas, artistas ou simplesmente hippies. Eles eram ativistas. Bom, mas como o assunto aqui é música e o "Amon Düül" foi pródigo nesse quesito, vamos nos concentrar no som, embora eventualmente seremos obrigados a nos desviar para os aspectos políticos da comuna, já que eles foram responsáveis por importantes mudanças no grupo. O marco zero da futura história musical do "Amon Düül" aconteceu na verdade em 1966, numa formação que incluía "Chris Karrer" na guitarra, "Lothar Meid" no baixo e "Christian Burchard" (que mais tarde formaria o "Embryo") na bateria. Era um trio de free-jazz alucinado por "Coltrane" e "Ornette Coleman" e que buscava inspiração e aprendizado circulando pelos clubes de jazz de Munique e de Barcelona. Nada dessa fase existe como registro sonoro e ela acabou no ano seguinte, no momento em que "Karrer", segundo suas próprias palavras, seguiu uma garota até um clube recém inaugurado e que apresentava o show de um guitarrista em excursão pelo país. O nome do guitarrista: "Jimi Hendrix". Ver aquele negão detonando a poucos metros de distância, num pequeno palco e circundado por imensos amplificadores Marshall, foi uma experiência tão intensa que do free-jazz "Chris Karrer" passou a buscar a free-psicodelia. E os companheiros que ele procurava para levar adiante essa revelação acabou encontrando nas figuras de "Rainer Bauer", "Ulrich" e "Peter Leopold", todos da comunidade "Amon Düül" que iria se expandir com o ingresso da irmã de "Bauer", "Ella", mais "Helge" e "Angelika Filanda", "Uschi Obermeier" e várias crianças, gatos e cachorros. Como disse "Julian Cope" no livro Krautrocksampler, era uma comuna de 10 ou 12 músicos comprometidos em criar arte política. Por arte política ao estilo "Amon Düül" entenda-se longas e caóticas jams acústico-percussivo envolvendo todos no palco. O registro que ficou para a posteridade, e que "Karrer" jura não haver tomado parte, é uma sessão de 48 horas ininterruptas de improvisos que resultaram em 4 dos 5 discos lançados pela banda. O primeiro deles, "Psychedelic Underground", foi lançado em 1969 pelo selo Metronome e acrescentou toda sorte de efeitos de estúdio ao som improvisado da banda. Os outros discos foram "Collapsing" de 1970, "Disaster" de 1972 e "Experimente" de 1983, com uma qualidade de som variando entre o razoável e o bootleg tosco.  Embora "Julian Cope" tenha sido generoso ao dizer que a comuna abrigava uma dúzia de músicos, na realidade só quatro membros podiam ser encarados como tal. O resto fazia era batucada de branco, abusando dos bongôs e das maracas. Isso acabou por desgostar "Chris Karrer" que estava muito mais voltado para o poder da música do que o da política. Em algumas entrevistas ele fala inclusive da obrigação de prestar contas de tudo o que fazia para a comunidade e até de aspectos bem bizarros, como ser cobrado por não fazer sexo com as moças com a freqüência exigida. Sexo à parte, "Karrer" acabou caindo fora da comuna cada vez mais politizada e formando uma dissidência musical que deu início ao grupo conhecido depois como "Amon Duul II", com "Renate Knaup", "Lothar Meid", "Peter Leopold", "John Weinzierl", "Christian Strat Thiele" e "Danny Fischelscher". A banda assinou com a Liberty e a estréia dessa formação no vinil foi o grande "Phallus Dei" de 1969, uma das pedras fundamentais do space-rock, levando ao extremo o que bandas como "Pink Floyd" e "Jefferson Airplane" apenas esboçaram até aquele momento. E olha que isso foi apenas o começo, recomendo.
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FAIXAS:
1. Booster (Kolkraben) (3:06)
2. Bass, Gestrichen (Pot Plantage, Kollaps) (3:32)
3. Tusch Ff. (4:39)
4. Singvogel Ruckwarts (Singvogel Vorwarts) (4:17)
5. Lua-Lua-He (Chor Der Wiesenpieper) (2:05)
6. Shattering & Fading (Flattermanner) (4:31)
7. Nachrichten Aus Cannabistan (3:18)
8. Big Sound (Die Show Der Blaumeisen) (2:14)
9. Krawall (Repressiver Montag) (3:18)
10. Blech & Alfbau (Bau, Steinen & Erden) (2:11)
11. Natur (Auf Dem Lande) (2:56)
Total Time: 39:14

MEMBROS:
- Ella Bauer / percussion, vocals 
- Rainer Bauer / vocals, guitar
- Angelica Filanda / percussion, vocals 
- Helga Filanda / percussion, vocals
- Wolfgang Krischke / percussion, piano 
- Ulrich Leopold / bass
- Uschi Obermaier / maracas




Paradieswärts Düül 1970
"Amon Düül" foi uma banda de rock alemã que gerou duas bandas, "Amon Düül (UK)" e "Amon Düül II". "Amon Düül (UK)" foi formada em 1981 por membros que foram para o Reino Unido, e "Amon Düül II", mais famosa e considerada como uma das raízes do movimento Krautrock alemão.  O "Amon Düül" nasceu em 1967 como um grupo radical de arte política de Munique. O nome vêm da junção entre o nome do deus egípcio Amon e de um obscuro personagem da ficção turca, Düül. O grupo rapidamente ganhou status de cult pela sua liberdade em relação à improvisações musicais, geralmente envolvendo acontecimentos ou demonstrações do movimento juvenil politizado da época. Internamente, o grupo estimulava a liberdade artística, valorizando o entusiasmo e a atitude mais do que a habilidade artística. A formação da banda era fluida, bem receptiva à entrada de novos membros, característica que seria comum aos diversos grupos de Krautrock posteriormente. Apesar do espírito colaborativo do grupo, uma parcela dessas pessoas eram mais ambiciosas musicalmente, com técnicas mais apuradas, o que levou a uma separação em 1969, fazendo com que essa parcela se tornasse um grupo à parte, o "Amon Düül II", sendo que o grupo original passou a ser conhecido como "Amon Düül I". Não era fácil ser jovem na Alemanha lá pela metade dos anos 60, um rapaz sair por aí desfilando roupas extravagantes e cabelos compridos ao vento poderia resultar até em tiro (e não era bala perdida). Isso obrigava a rapaziada mais antenada a andar em turma e a se isolar em comunidades. Nem a música ajudava. Enquanto a Inglaterra, a França e a Itália já tinham seu próprio som dominando as paradas, na Alemanha 90% da programação de radio era estrangeira e os 10% restantes era a música melosa de cantores no estilo de "Udo Jürgens" ou de "Heino". No sul do país, mais precisamente na região da Baviera e mais precisamente ainda na cidade de Munique, alguns jovens decidiram lutar contra a intolerância e formaram o que viria a ser a mais famosa comunidade alemã, uma espécie de matriz para muitas outras que viriam no futuro, daí surgiu o "Amon Duul" em 1967, e lutar era a palavra exata. Essas comunas sabiam que chocar não era tudo, era preciso lutar para ser aceito pelas pessoas. Seus integrantes eram mais do que idealistas, artistas ou simplesmente hippies. Eles eram ativistas. Bom, mas como o assunto aqui é música e o "Amon Düül" foi pródigo nesse quesito, vamos nos concentrar no som, embora eventualmente seremos obrigados a nos desviar para os aspectos políticos da comuna, já que eles foram responsáveis por importantes mudanças no grupo. O marco zero da futura história musical do "Amon Düül" aconteceu na verdade em 1966, numa formação que incluía "Chris Karrer" na guitarra, "Lothar Meid" no baixo e "Christian Burchard" (que mais tarde formaria o "Embryo") na bateria. Era um trio de free-jazz alucinado por "Coltrane" e "Ornette Coleman" e que buscava inspiração e aprendizado circulando pelos clubes de jazz de Munique e de Barcelona. Nada dessa fase existe como registro sonoro e ela acabou no ano seguinte, no momento em que "Karrer", segundo suas próprias palavras, seguiu uma garota até um clube recém inaugurado e que apresentava o show de um guitarrista em excursão pelo país. O nome do guitarrista: "Jimi Hendrix". Ver aquele negão detonando a poucos metros de distância, num pequeno palco e circundado por imensos amplificadores Marshall, foi uma experiência tão intensa que do free-jazz "Chris Karrer" passou a buscar a free-psicodelia. E os companheiros que ele procurava para levar adiante essa revelação acabou encontrando nas figuras de "Rainer Bauer", "Ulrich" e "Peter Leopold", todos da comunidade "Amon Düül" que iria se expandir com o ingresso da irmã de "Bauer", "Ella", mais "Helge" e "Angelika Filanda", "Uschi Obermeier" e várias crianças, gatos e cachorros. Como disse "Julian Cope" no livro Krautrocksampler, era uma comuna de 10 ou 12 músicos comprometidos em criar arte política. Por arte política ao estilo "Amon Düül" entenda-se longas e caóticas jams acústico-percussivo envolvendo todos no palco. O registro que ficou para a posteridade, e que "Karrer" jura não haver tomado parte, é uma sessão de 48 horas ininterruptas de improvisos que resultaram em 4 dos 5 discos lançados pela banda. O primeiro deles, "Psychedelic Underground", foi lançado em 1969 pelo selo Metronome e acrescentou toda sorte de efeitos de estúdio ao som improvisado da banda. Os outros discos foram "Collapsing" de 1970, "Disaster" de 1972 e "Experimente" de 1983, com uma qualidade de som variando entre o razoável e o bootleg tosco.  Embora "Julian Cope" tenha sido generoso ao dizer que a comuna abrigava uma dúzia de músicos, na realidade só quatro membros podiam ser encarados como tal. O resto fazia era batucada de branco, abusando dos bongôs e das maracas. Isso acabou por desgostar "Chris Karrer" que estava muito mais voltado para o poder da música do que o da política. Em algumas entrevistas ele fala inclusive da obrigação de prestar contas de tudo o que fazia para a comunidade e até de aspectos bem bizarros, como ser cobrado por não fazer sexo com as moças com a freqüência exigida. Sexo à parte, "Karrer" acabou caindo fora da comuna cada vez mais politizada e formando uma dissidência musical que deu início ao grupo conhecido depois como "Amon Duul II", com "Renate Knaup", "Lothar Meid", "Peter Leopold", "John Weinzierl", "Christian Strat Thiele" e "Danny Fischelscher". A banda assinou com a Liberty e a estréia dessa formação no vinil foi o grande "Phallus Dei" de 1969, uma das pedras fundamentais do space-rock, levando ao extremo o que bandas como "Pink Floyd" e "Jefferson Airplane" apenas esboçaram até aquele momento. E olha que isso foi apenas o começo, recomendo.
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FAIXAS:
1. Love Is Peace (17:13)
2. Snow Your Thirst and Sun Your Open Mouth (9:28)
3. Paramechanische Welt (7:38)
Bonus Track CD versions only:
4. Eternal Flow (4:10)
5. Paramechanical World (5:44)
Total Time: 44:31

MEMBROS:
- Ella Bauer / harp, bongos 
- Lemur / percussion, rhythm guitar 
- Ulrich Leopold / bass, vocals, piano 
- Dadam / guitars, vocals 
- Hansi / flute, bongos 
- Helge Filanda / percussion 
- Noam / African drums 
- John Weinzierl / guitar 
- Chris Karrer / bongos 
- Rainer Bauer / guitar, electric bass 
- Klaus / guitar, electric bass, percussion 
- Angelika Filanda / flute




Disaster 1972
"Amon Düül" foi uma banda de rock alemã que gerou duas bandas, "Amon Düül (UK)" e "Amon Düül II". "Amon Düül (UK)" foi formada em 1981 por membros que foram para o Reino Unido, e "Amon Düül II", mais famosa e considerada como uma das raízes do movimento Krautrock alemão.  O "Amon Düül" nasceu em 1967 como um grupo radical de arte política de Munique. O nome vêm da junção entre o nome do deus egípcio Amon e de um obscuro personagem da ficção turca, Düül. O grupo rapidamente ganhou status de cult pela sua liberdade em relação à improvisações musicais, geralmente envolvendo acontecimentos ou demonstrações do movimento juvenil politizado da época. Internamente, o grupo estimulava a liberdade artística, valorizando o entusiasmo e a atitude mais do que a habilidade artística. A formação da banda era fluida, bem receptiva à entrada de novos membros, característica que seria comum aos diversos grupos de Krautrock posteriormente. Apesar do espírito colaborativo do grupo, uma parcela dessas pessoas eram mais ambiciosas musicalmente, com técnicas mais apuradas, o que levou a uma separação em 1969, fazendo com que essa parcela se tornasse um grupo à parte, o "Amon Düül II", sendo que o grupo original passou a ser conhecido como "Amon Düül I". Não era fácil ser jovem na Alemanha lá pela metade dos anos 60, um rapaz sair por aí desfilando roupas extravagantes e cabelos compridos ao vento poderia resultar até em tiro (e não era bala perdida). Isso obrigava a rapaziada mais antenada a andar em turma e a se isolar em comunidades. Nem a música ajudava. Enquanto a Inglaterra, a França e a Itália já tinham seu próprio som dominando as paradas, na Alemanha 90% da programação de radio era estrangeira e os 10% restantes era a música melosa de cantores no estilo de "Udo Jürgens" ou de "Heino". No sul do país, mais precisamente na região da Baviera e mais precisamente ainda na cidade de Munique, alguns jovens decidiram lutar contra a intolerância e formaram o que viria a ser a mais famosa comunidade alemã, uma espécie de matriz para muitas outras que viriam no futuro, daí surgiu o "Amon Duul" em 1967, e lutar era a palavra exata. Essas comunas sabiam que chocar não era tudo, era preciso lutar para ser aceito pelas pessoas. Seus integrantes eram mais do que idealistas, artistas ou simplesmente hippies. Eles eram ativistas. Bom, mas como o assunto aqui é música e o "Amon Düül" foi pródigo nesse quesito, vamos nos concentrar no som, embora eventualmente seremos obrigados a nos desviar para os aspectos políticos da comuna, já que eles foram responsáveis por importantes mudanças no grupo. O marco zero da futura história musical do "Amon Düül" aconteceu na verdade em 1966, numa formação que incluía "Chris Karrer" na guitarra, "Lothar Meid" no baixo e "Christian Burchard" (que mais tarde formaria o "Embryo") na bateria. Era um trio de free-jazz alucinado por "Coltrane" e "Ornette Coleman" e que buscava inspiração e aprendizado circulando pelos clubes de jazz de Munique e de Barcelona. Nada dessa fase existe como registro sonoro e ela acabou no ano seguinte, no momento em que "Karrer", segundo suas próprias palavras, seguiu uma garota até um clube recém inaugurado e que apresentava o show de um guitarrista em excursão pelo país. O nome do guitarrista: "Jimi Hendrix". Ver aquele negão detonando a poucos metros de distância, num pequeno palco e circundado por imensos amplificadores Marshall, foi uma experiência tão intensa que do free-jazz "Chris Karrer" passou a buscar a free-psicodelia. E os companheiros que ele procurava para levar adiante essa revelação acabou encontrando nas figuras de "Rainer Bauer", "Ulrich" e "Peter Leopold", todos da comunidade "Amon Düül" que iria se expandir com o ingresso da irmã de "Bauer", "Ella", mais "Helge" e "Angelika Filanda", "Uschi Obermeier" e várias crianças, gatos e cachorros. Como disse "Julian Cope" no livro Krautrocksampler, era uma comuna de 10 ou 12 músicos comprometidos em criar arte política. Por arte política ao estilo "Amon Düül" entenda-se longas e caóticas jams acústico-percussivo envolvendo todos no palco. O registro que ficou para a posteridade, e que "Karrer" jura não haver tomado parte, é uma sessão de 48 horas ininterruptas de improvisos que resultaram em 4 dos 5 discos lançados pela banda. O primeiro deles, "Psychedelic Underground", foi lançado em 1969 pelo selo Metronome e acrescentou toda sorte de efeitos de estúdio ao som improvisado da banda. Os outros discos foram "Collapsing" de 1970, "Disaster" de 1972 e "Experimente" de 1983, com uma qualidade de som variando entre o razoável e o bootleg tosco.  Embora "Julian Cope" tenha sido generoso ao dizer que a comuna abrigava uma dúzia de músicos, na realidade só quatro membros podiam ser encarados como tal. O resto fazia era batucada de branco, abusando dos bongôs e das maracas. Isso acabou por desgostar "Chris Karrer" que estava muito mais voltado para o poder da música do que o da política. Em algumas entrevistas ele fala inclusive da obrigação de prestar contas de tudo o que fazia para a comunidade e até de aspectos bem bizarros, como ser cobrado por não fazer sexo com as moças com a freqüência exigida. Sexo à parte, "Karrer" acabou caindo fora da comuna cada vez mais politizada e formando uma dissidência musical que deu início ao grupo conhecido depois como "Amon Duul II", com "Renate Knaup", "Lothar Meid", "Peter Leopold", "John Weinzierl", "Christian Strat Thiele" e "Danny Fischelscher". A banda assinou com a Liberty e a estréia dessa formação no vinil foi o grande "Phallus Dei" de 1969, uma das pedras fundamentais do space-rock, levando ao extremo o que bandas como "Pink Floyd" e "Jefferson Airplane" apenas esboçaram até aquele momento. E olha que isso foi apenas o começo, recomendo.
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FAIXAS:
1. Drum Things (Erschlagzeugtes) (9:12)
2. Asynchron (Verjault Und Zugeredet) (7:37)
3. Yea Yea Yea (Zerbeatelt) (1:00)
4. Broken (Ofensivitaaten) (7:26)
5. Somnium (Trauma) (9:30)
6. Frequency (Entzewi) (9:53)
7. Autonomes (Eintdrei) (5:37)
8. Chaoticolour (Entsext) (7:43)
9. Expressionidiom (Kapuntterbunt) (1:48)
10. Alititude (Quaar Feld Aus) (1:01)
Total Time: 1:08:30

MEMBROS:
- Uschi Obermeier / percussion 
- Ella Bauer / vocals, percussion 
- Rainer Bauer / vocals, guitar 
- Angelika Filanda / vocals, percussion 
- Helge Filanda / vocals, percussion 
- Wolfgang Krischke / keyboards, percussion 
- Peter Leopold / drums 
- Ullrich Leopold / bass




Experimente 1983
"Amon Düül" foi uma banda de rock alemã que gerou duas bandas, "Amon Düül (UK)" e "Amon Düül II". "Amon Düül (UK)" foi formada em 1981 por membros que foram para o Reino Unido, e "Amon Düül II", mais famosa e considerada como uma das raízes do movimento Krautrock alemão.  O "Amon Düül" nasceu em 1967 como um grupo radical de arte política de Munique. O nome vêm da junção entre o nome do deus egípcio Amon e de um obscuro personagem da ficção turca, Düül. O grupo rapidamente ganhou status de cult pela sua liberdade em relação à improvisações musicais, geralmente envolvendo acontecimentos ou demonstrações do movimento juvenil politizado da época. Internamente, o grupo estimulava a liberdade artística, valorizando o entusiasmo e a atitude mais do que a habilidade artística. A formação da banda era fluida, bem receptiva à entrada de novos membros, característica que seria comum aos diversos grupos de Krautrock posteriormente. Apesar do espírito colaborativo do grupo, uma parcela dessas pessoas eram mais ambiciosas musicalmente, com técnicas mais apuradas, o que levou a uma separação em 1969, fazendo com que essa parcela se tornasse um grupo à parte, o "Amon Düül II", sendo que o grupo original passou a ser conhecido como "Amon Düül I". Não era fácil ser jovem na Alemanha lá pela metade dos anos 60, um rapaz sair por aí desfilando roupas extravagantes e cabelos compridos ao vento poderia resultar até em tiro (e não era bala perdida). Isso obrigava a rapaziada mais antenada a andar em turma e a se isolar em comunidades. Nem a música ajudava. Enquanto a Inglaterra, a França e a Itália já tinham seu próprio som dominando as paradas, na Alemanha 90% da programação de radio era estrangeira e os 10% restantes era a música melosa de cantores no estilo de "Udo Jürgens" ou de "Heino". No sul do país, mais precisamente na região da Baviera e mais precisamente ainda na cidade de Munique, alguns jovens decidiram lutar contra a intolerância e formaram o que viria a ser a mais famosa comunidade alemã, uma espécie de matriz para muitas outras que viriam no futuro, daí surgiu o "Amon Duul" em 1967, e lutar era a palavra exata. Essas comunas sabiam que chocar não era tudo, era preciso lutar para ser aceito pelas pessoas. Seus integrantes eram mais do que idealistas, artistas ou simplesmente hippies. Eles eram ativistas. Bom, mas como o assunto aqui é música e o "Amon Düül" foi pródigo nesse quesito, vamos nos concentrar no som, embora eventualmente seremos obrigados a nos desviar para os aspectos políticos da comuna, já que eles foram responsáveis por importantes mudanças no grupo. O marco zero da futura história musical do "Amon Düül" aconteceu na verdade em 1966, numa formação que incluía "Chris Karrer" na guitarra, "Lothar Meid" no baixo e "Christian Burchard" (que mais tarde formaria o "Embryo") na bateria. Era um trio de free-jazz alucinado por "Coltrane" e "Ornette Coleman" e que buscava inspiração e aprendizado circulando pelos clubes de jazz de Munique e de Barcelona. Nada dessa fase existe como registro sonoro e ela acabou no ano seguinte, no momento em que "Karrer", segundo suas próprias palavras, seguiu uma garota até um clube recém inaugurado e que apresentava o show de um guitarrista em excursão pelo país. O nome do guitarrista: "Jimi Hendrix". Ver aquele negão detonando a poucos metros de distância, num pequeno palco e circundado por imensos amplificadores Marshall, foi uma experiência tão intensa que do free-jazz "Chris Karrer" passou a buscar a free-psicodelia. E os companheiros que ele procurava para levar adiante essa revelação acabou encontrando nas figuras de "Rainer Bauer", "Ulrich" e "Peter Leopold", todos da comunidade "Amon Düül" que iria se expandir com o ingresso da irmã de "Bauer", "Ella", mais "Helge" e "Angelika Filanda", "Uschi Obermeier" e várias crianças, gatos e cachorros. Como disse "Julian Cope" no livro Krautrocksampler, era uma comuna de 10 ou 12 músicos comprometidos em criar arte política. Por arte política ao estilo "Amon Düül" entenda-se longas e caóticas jams acústico-percussivo envolvendo todos no palco. O registro que ficou para a posteridade, e que "Karrer" jura não haver tomado parte, é uma sessão de 48 horas ininterruptas de improvisos que resultaram em 4 dos 5 discos lançados pela banda. O primeiro deles, "Psychedelic Underground", foi lançado em 1969 pelo selo Metronome e acrescentou toda sorte de efeitos de estúdio ao som improvisado da banda. Os outros discos foram "Collapsing" de 1970, "Disaster" de 1972 e "Experimente" de 1983, com uma qualidade de som variando entre o razoável e o bootleg tosco.  Embora "Julian Cope" tenha sido generoso ao dizer que a comuna abrigava uma dúzia de músicos, na realidade só quatro membros podiam ser encarados como tal. O resto fazia era batucada de branco, abusando dos bongôs e das maracas. Isso acabou por desgostar "Chris Karrer" que estava muito mais voltado para o poder da música do que o da política. Em algumas entrevistas ele fala inclusive da obrigação de prestar contas de tudo o que fazia para a comunidade e até de aspectos bem bizarros, como ser cobrado por não fazer sexo com as moças com a freqüência exigida. Sexo à parte, "Karrer" acabou caindo fora da comuna cada vez mais politizada e formando uma dissidência musical que deu início ao grupo conhecido depois como "Amon Duul II", com "Renate Knaup", "Lothar Meid", "Peter Leopold", "John Weinzierl", "Christian Strat Thiele" e "Danny Fischelscher". A banda assinou com a Liberty e a estréia dessa formação no vinil foi o grande "Phallus Dei" de 1969, uma das pedras fundamentais do space-rock, levando ao extremo o que bandas como "Pink Floyd" e "Jefferson Airplane" apenas esboçaram até aquele momento. E olha que isso foi apenas o começo, recomendo.
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FAIXAS:
1. Special Track Experience No. 1 (4:30)
2. Special Track Experience No. 2 (0:32)
3. Special Track Experience No. 3 (5:17)
4. Special Track Experience No. 4 (2:28)
5. Special Track Experience No. 5 (2:41)
6. Special Track Experience No. 6 (1:11)
7. Special Track Experience No. 7 (5:47)
8. Special Track Experience No. 8 (2:11)
9. Special Track Experience No. 9 (3:45)
10. Special Track Experience No. 10 (1:42)
11. Special Track Experience No. 11 (1:54)
12. Special Track Experience No. 12 (1:24)
13. Special Track Experience No. 13 (3:49)
14. Special Track Experience No. 14 (2:48)
15. Special Track Experience No. 15 (1:29)
16. Special Track Experience No. 16 (5:10)
17. Special Track Experience No. 17 (0:50)
18. Special Track Experience No. 18 (2:06)
19. Special Track Experience No. 19 (6:29)
20. Special Track Experience No. 20 (1:07)
21. Special Track Experience No. 21 (2:46)
22. Special Track Experience No. 22 (3:08)
23. Special Track Experience No. 23 (2:33)
24. Special Track Experience No. 24 (1:08)
Total Time: 1:06:59

MEMBROS:
- Angelica Filanda- Vocals, Percussion
- Helge Filanda- Congas, Anvil
- Ella Bauer- Vocals, Percussion
- Rainer Bauer- Guitar, Vocals
- Ullrich Leopold- Bass
- Peter Leopold - Drums
- Uschi Obermaier- Percussion
- Wolfgang Krischke - Piano, Percussion




"Amon Düül" foi uma banda de rock alemã que gerou duas bandas, "Amon Düül (UK)" e "Amon Düül II". "Amon Düül (UK)" foi formada em 1981 por membros que foram para o Reino Unido, e "Amon Düül II", mais famosa e considerada como uma das raízes do movimento Krautrock alemão.  O "Amon Düül" nasceu em 1967 como um grupo radical de arte política de Munique. O nome vêm da junção entre o nome do deus egípcio Amon e de um obscuro personagem da ficção turca, Düül. O grupo rapidamente ganhou status de cult pela sua liberdade em relação à improvisações musicais, geralmente envolvendo acontecimentos ou demonstrações do movimento juvenil politizado da época. Internamente, o grupo estimulava a liberdade artística, valorizando o entusiasmo e a atitude mais do que a habilidade artística. A formação da banda era fluida, bem receptiva à entrada de novos membros, característica que seria comum aos diversos grupos de Krautrock posteriormente. Apesar do espírito colaborativo do grupo, uma parcela dessas pessoas eram mais ambiciosas musicalmente, com técnicas mais apuradas, o que levou a uma separação em 1969, fazendo com que essa parcela se tornasse um grupo à parte, o "Amon Düül II", sendo que o grupo original passou a ser conhecido como "Amon Düül I". Não era fácil ser jovem na Alemanha lá pela metade dos anos 60, um rapaz sair por aí desfilando roupas extravagantes e cabelos compridos ao vento poderia resultar até em tiro (e não era bala perdida). Isso obrigava a rapaziada mais antenada a andar em turma e a se isolar em comunidades. Nem a música ajudava. Enquanto a Inglaterra, a França e a Itália já tinham seu próprio som dominando as paradas, na Alemanha 90% da programação de radio era estrangeira e os 10% restantes era a música melosa de cantores no estilo de "Udo Jürgens" ou de "Heino". No sul do país, mais precisamente na região da Baviera e mais precisamente ainda na cidade de Munique, alguns jovens decidiram lutar contra a intolerância e formaram o que viria a ser a mais famosa comunidade alemã, uma espécie de matriz para muitas outras que viriam no futuro, daí surgiu o "Amon Duul" em 1967, e lutar era a palavra exata. Essas comunas sabiam que chocar não era tudo, era preciso lutar para ser aceito pelas pessoas. Seus integrantes eram mais do que idealistas, artistas ou simplesmente hippies. Eles eram ativistas. Bom, mas como o assunto aqui é música e o "Amon Düül" foi pródigo nesse quesito, vamos nos concentrar no som, embora eventualmente seremos obrigados a nos desviar para os aspectos políticos da comuna, já que eles foram responsáveis por importantes mudanças no grupo. O marco zero da futura história musical do "Amon Düül" aconteceu na verdade em 1966, numa formação que incluía "Chris Karrer" na guitarra, "Lothar Meid" no baixo e "Christian Burchard" (que mais tarde formaria o "Embryo") na bateria. Era um trio de free-jazz alucinado por "Coltrane" e "Ornette Coleman" e que buscava inspiração e aprendizado circulando pelos clubes de jazz de Munique e de Barcelona. Nada dessa fase existe como registro sonoro e ela acabou no ano seguinte, no momento em que "Karrer", segundo suas próprias palavras, seguiu uma garota até um clube recém inaugurado e que apresentava o show de um guitarrista em excursão pelo país. O nome do guitarrista: "Jimi Hendrix". Ver aquele negão detonando a poucos metros de distância, num pequeno palco e circundado por imensos amplificadores Marshall, foi uma experiência tão intensa que do free-jazz "Chris Karrer" passou a buscar a free-psicodelia. E os companheiros que ele procurava para levar adiante essa revelação acabou encontrando nas figuras de "Rainer Bauer", "Ulrich" e "Peter Leopold", todos da comunidade "Amon Düül" que iria se expandir com o ingresso da irmã de "Bauer", "Ella", mais "Helge" e "Angelika Filanda", "Uschi Obermeier" e várias crianças, gatos e cachorros. Como disse "Julian Cope" no livro Krautrocksampler, era uma comuna de 10 ou 12 músicos comprometidos em criar arte política. Por arte política ao estilo "Amon Düül" entenda-se longas e caóticas jams acústico-percussivo envolvendo todos no palco. O registro que ficou para a posteridade, e que "Karrer" jura não haver tomado parte, é uma sessão de 48 horas ininterruptas de improvisos que resultaram em 4 dos 5 discos lançados pela banda. O primeiro deles, "Psychedelic Underground", foi lançado em 1969 pelo selo Metronome e acrescentou toda sorte de efeitos de estúdio ao som improvisado da banda. Os outros discos foram "Collapsing" de 1970, "Disaster" de 1972 e "Experimente" de 1983, com uma qualidade de som variando entre o razoável e o bootleg tosco.  Embora "Julian Cope" tenha sido generoso ao dizer que a comuna abrigava uma dúzia de músicos, na realidade só quatro membros podiam ser encarados como tal. O resto fazia era batucada de branco, abusando dos bongôs e das maracas. Isso acabou por desgostar "Chris Karrer" que estava muito mais voltado para o poder da música do que o da política. Em algumas entrevistas ele fala inclusive da obrigação de prestar contas de tudo o que fazia para a comunidade e até de aspectos bem bizarros, como ser cobrado por não fazer sexo com as moças com a freqüência exigida. Sexo à parte, "Karrer" acabou caindo fora da comuna cada vez mais politizada e formando uma dissidência musical que deu início ao grupo conhecido depois como "Amon Duul II", com "Renate Knaup", "Lothar Meid", "Peter Leopold", "John Weinzierl", "Christian Strat Thiele" e "Danny Fischelscher". A banda assinou com a Liberty e a estréia dessa formação no vinil foi o grande "Phallus Dei" de 1969, uma das pedras fundamentais do space-rock, levando ao extremo o que bandas como "Pink Floyd" e "Jefferson Airplane" apenas esboçaram até aquele momento. E olha que isso foi apenas o começo, recomendo.
"Amon Düül" foi uma banda de rock alemã que gerou duas bandas, "Amon Düül (UK)" e "Amon Düül II". "Amon Düül (UK)" foi formada em 1981 por membros que foram para o Reino Unido, e "Amon Düül II", mais famosa e considerada como uma das raízes do movimento Krautrock alemão.  O "Amon Düül" nasceu em 1967 como um grupo radical de arte política de Munique. O nome vêm da junção entre o nome do deus egípcio Amon e de um obscuro personagem da ficção turca, Düül. O grupo rapidamente ganhou status de cult pela sua liberdade em relação à improvisações musicais, geralmente envolvendo acontecimentos ou demonstrações do movimento juvenil politizado da época. Internamente, o grupo estimulava a liberdade artística, valorizando o entusiasmo e a atitude mais do que a habilidade artística. A formação da banda era fluida, bem receptiva à entrada de novos membros, característica que seria comum aos diversos grupos de Krautrock posteriormente. Apesar do espírito colaborativo do grupo, uma parcela dessas pessoas eram mais ambiciosas musicalmente, com técnicas mais apuradas, o que levou a uma separação em 1969, fazendo com que essa parcela se tornasse um grupo à parte, o "Amon Düül II", sendo que o grupo original passou a ser conhecido como "Amon Düül I". Não era fácil ser jovem na Alemanha lá pela metade dos anos 60, um rapaz sair por aí desfilando roupas extravagantes e cabelos compridos ao vento poderia resultar até em tiro (e não era bala perdida). Isso obrigava a rapaziada mais antenada a andar em turma e a se isolar em comunidades. Nem a música ajudava. Enquanto a Inglaterra, a França e a Itália já tinham seu próprio som dominando as paradas, na Alemanha 90% da programação de radio era estrangeira e os 10% restantes era a música melosa de cantores no estilo de "Udo Jürgens" ou de "Heino". No sul do país, mais precisamente na região da Baviera e mais precisamente ainda na cidade de Munique, alguns jovens decidiram lutar contra a intolerância e formaram o que viria a ser a mais famosa comunidade alemã, uma espécie de matriz para muitas outras que viriam no futuro, daí surgiu o "Amon Duul" em 1967, e lutar era a palavra exata. Essas comunas sabiam que chocar não era tudo, era preciso lutar para ser aceito pelas pessoas. Seus integrantes eram mais do que idealistas, artistas ou simplesmente hippies. Eles eram ativistas. Bom, mas como o assunto aqui é música e o "Amon Düül" foi pródigo nesse quesito, vamos nos concentrar no som, embora eventualmente seremos obrigados a nos desviar para os aspectos políticos da comuna, já que eles foram responsáveis por importantes mudanças no grupo. O marco zero da futura história musical do "Amon Düül" aconteceu na verdade em 1966, numa formação que incluía "Chris Karrer" na guitarra, "Lothar Meid" no baixo e "Christian Burchard" (que mais tarde formaria o "Embryo") na bateria. Era um trio de free-jazz alucinado por "Coltrane" e "Ornette Coleman" e que buscava inspiração e aprendizado circulando pelos clubes de jazz de Munique e de Barcelona. Nada dessa fase existe como registro sonoro e ela acabou no ano seguinte, no momento em que "Karrer", segundo suas próprias palavras, seguiu uma garota até um clube recém inaugurado e que apresentava o show de um guitarrista em excursão pelo país. O nome do guitarrista: "Jimi Hendrix". Ver aquele negão detonando a poucos metros de distância, num pequeno palco e circundado por imensos amplificadores Marshall, foi uma experiência tão intensa que do free-jazz "Chris Karrer" passou a buscar a free-psicodelia. E os companheiros que ele procurava para levar adiante essa revelação acabou encontrando nas figuras de "Rainer Bauer", "Ulrich" e "Peter Leopold", todos da comunidade "Amon Düül" que iria se expandir com o ingresso da irmã de "Bauer", "Ella", mais "Helge" e "Angelika Filanda", "Uschi Obermeier" e várias crianças, gatos e cachorros. Como disse "Julian Cope" no livro Krautrocksampler, era uma comuna de 10 ou 12 músicos comprometidos em criar arte política. Por arte política ao estilo "Amon Düül" entenda-se longas e caóticas jams acústico-percussivo envolvendo todos no palco. O registro que ficou para a posteridade, e que "Karrer" jura não haver tomado parte, é uma sessão de 48 horas ininterruptas de improvisos que resultaram em 4 dos 5 discos lançados pela banda. O primeiro deles, "Psychedelic Underground", foi lançado em 1969 pelo selo Metronome e acrescentou toda sorte de efeitos de estúdio ao som improvisado da banda. Os outros discos foram "Collapsing" de 1970, "Disaster" de 1972 e "Experimente" de 1983, com uma qualidade de som variando entre o razoável e o bootleg tosco.  Embora "Julian Cope" tenha sido generoso ao dizer que a comuna abrigava uma dúzia de músicos, na realidade só quatro membros podiam ser encarados como tal. O resto fazia era batucada de branco, abusando dos bongôs e das maracas. Isso acabou por desgostar "Chris Karrer" que estava muito mais voltado para o poder da música do que o da política. Em algumas entrevistas ele fala inclusive da obrigação de prestar contas de tudo o que fazia para a comunidade e até de aspectos bem bizarros, como ser cobrado por não fazer sexo com as moças com a freqüência exigida. Sexo à parte, "Karrer" acabou caindo fora da comuna cada vez mais politizada e formando uma dissidência musical que deu início ao grupo conhecido depois como "Amon Duul II", com "Renate Knaup", "Lothar Meid", "Peter Leopold", "John Weinzierl", "Christian Strat Thiele" e "Danny Fischelscher". A banda assinou com a Liberty e a estréia dessa formação no vinil foi o grande "Phallus Dei" de 1969, uma das pedras fundamentais do space-rock, levando ao extremo o que bandas como "Pink Floyd" e "Jefferson Airplane" apenas esboçaram até aquele momento. E olha que isso foi apenas o começo, recomendo.
"Amon Düül" foi uma banda de rock alemã que gerou duas bandas, "Amon Düül (UK)" e "Amon Düül II". "Amon Düül (UK)" foi formada em 1981 por membros que foram para o Reino Unido, e "Amon Düül II", mais famosa e considerada como uma das raízes do movimento Krautrock alemão. 
O "Amon Düül" nasceu em 1967 como um grupo radical de arte política de Munique. O nome vêm da junção entre o nome do deus egípcio Amon e de um obscuro personagem da ficção turca, Düül. O grupo rapidamente ganhou status de cult pela sua liberdade em relação à improvisações musicais, geralmente envolvendo acontecimentos ou demonstrações do movimento juvenil politizado da época. Internamente, o grupo estimulava a liberdade artística, valorizando o entusiasmo e a atitude mais do que a habilidade artística. A formação da banda era fluida, bem receptiva à entrada de novos membros, característica que seria comum aos diversos grupos de Krautrock posteriormente. Apesar do espírito colaborativo do grupo, uma parcela dessas pessoas eram mais ambiciosas musicalmente, com técnicas mais apuradas, o que levou a uma separação em 1969, fazendo com que essa parcela se tornasse um grupo à parte, o "Amon Düül II", sendo que o grupo original
passou a ser conhecido como "Amon Düül I".
Não era fácil ser jovem na Alemanha lá pela metade dos anos 60, um rapaz sair por aí desfilando roupas extravagantes e cabelos compridos ao vento poderia resultar até em tiro (e não era bala perdida). Isso obrigava a rapaziada mais antenada a andar em turma e a se isolar em comunidades. Nem a música ajudava. Enquanto a Inglaterra, a França e a Itália já tinham seu próprio som dominando as paradas, na Alemanha 90% da programação de radio era estrangeira e os 10% restantes era
a música melosa de cantores no estilo de "Udo Jürgens" ou de "Heino".
"Amon Düül" foi uma banda de rock alemã que gerou duas bandas, "Amon Düül (UK)" e "Amon Düül II". "Amon Düül (UK)" foi formada em 1981 por membros que foram para o Reino Unido, e "Amon Düül II", mais famosa e considerada como uma das raízes do movimento Krautrock alemão.  O "Amon Düül" nasceu em 1967 como um grupo radical de arte política de Munique. O nome vêm da junção entre o nome do deus egípcio Amon e de um obscuro personagem da ficção turca, Düül. O grupo rapidamente ganhou status de cult pela sua liberdade em relação à improvisações musicais, geralmente envolvendo acontecimentos ou demonstrações do movimento juvenil politizado da época. Internamente, o grupo estimulava a liberdade artística, valorizando o entusiasmo e a atitude mais do que a habilidade artística. A formação da banda era fluida, bem receptiva à entrada de novos membros, característica que seria comum aos diversos grupos de Krautrock posteriormente. Apesar do espírito colaborativo do grupo, uma parcela dessas pessoas eram mais ambiciosas musicalmente, com técnicas mais apuradas, o que levou a uma separação em 1969, fazendo com que essa parcela se tornasse um grupo à parte, o "Amon Düül II", sendo que o grupo original passou a ser conhecido como "Amon Düül I". Não era fácil ser jovem na Alemanha lá pela metade dos anos 60, um rapaz sair por aí desfilando roupas extravagantes e cabelos compridos ao vento poderia resultar até em tiro (e não era bala perdida). Isso obrigava a rapaziada mais antenada a andar em turma e a se isolar em comunidades. Nem a música ajudava. Enquanto a Inglaterra, a França e a Itália já tinham seu próprio som dominando as paradas, na Alemanha 90% da programação de radio era estrangeira e os 10% restantes era a música melosa de cantores no estilo de "Udo Jürgens" ou de "Heino". No sul do país, mais precisamente na região da Baviera e mais precisamente ainda na cidade de Munique, alguns jovens decidiram lutar contra a intolerância e formaram o que viria a ser a mais famosa comunidade alemã, uma espécie de matriz para muitas outras que viriam no futuro, daí surgiu o "Amon Duul" em 1967, e lutar era a palavra exata. Essas comunas sabiam que chocar não era tudo, era preciso lutar para ser aceito pelas pessoas. Seus integrantes eram mais do que idealistas, artistas ou simplesmente hippies. Eles eram ativistas. Bom, mas como o assunto aqui é música e o "Amon Düül" foi pródigo nesse quesito, vamos nos concentrar no som, embora eventualmente seremos obrigados a nos desviar para os aspectos políticos da comuna, já que eles foram responsáveis por importantes mudanças no grupo. O marco zero da futura história musical do "Amon Düül" aconteceu na verdade em 1966, numa formação que incluía "Chris Karrer" na guitarra, "Lothar Meid" no baixo e "Christian Burchard" (que mais tarde formaria o "Embryo") na bateria. Era um trio de free-jazz alucinado por "Coltrane" e "Ornette Coleman" e que buscava inspiração e aprendizado circulando pelos clubes de jazz de Munique e de Barcelona. Nada dessa fase existe como registro sonoro e ela acabou no ano seguinte, no momento em que "Karrer", segundo suas próprias palavras, seguiu uma garota até um clube recém inaugurado e que apresentava o show de um guitarrista em excursão pelo país. O nome do guitarrista: "Jimi Hendrix". Ver aquele negão detonando a poucos metros de distância, num pequeno palco e circundado por imensos amplificadores Marshall, foi uma experiência tão intensa que do free-jazz "Chris Karrer" passou a buscar a free-psicodelia. E os companheiros que ele procurava para levar adiante essa revelação acabou encontrando nas figuras de "Rainer Bauer", "Ulrich" e "Peter Leopold", todos da comunidade "Amon Düül" que iria se expandir com o ingresso da irmã de "Bauer", "Ella", mais "Helge" e "Angelika Filanda", "Uschi Obermeier" e várias crianças, gatos e cachorros. Como disse "Julian Cope" no livro Krautrocksampler, era uma comuna de 10 ou 12 músicos comprometidos em criar arte política. Por arte política ao estilo "Amon Düül" entenda-se longas e caóticas jams acústico-percussivo envolvendo todos no palco. O registro que ficou para a posteridade, e que "Karrer" jura não haver tomado parte, é uma sessão de 48 horas ininterruptas de improvisos que resultaram em 4 dos 5 discos lançados pela banda. O primeiro deles, "Psychedelic Underground", foi lançado em 1969 pelo selo Metronome e acrescentou toda sorte de efeitos de estúdio ao som improvisado da banda. Os outros discos foram "Collapsing" de 1970, "Disaster" de 1972 e "Experimente" de 1983, com uma qualidade de som variando entre o razoável e o bootleg tosco.  Embora "Julian Cope" tenha sido generoso ao dizer que a comuna abrigava uma dúzia de músicos, na realidade só quatro membros podiam ser encarados como tal. O resto fazia era batucada de branco, abusando dos bongôs e das maracas. Isso acabou por desgostar "Chris Karrer" que estava muito mais voltado para o poder da música do que o da política. Em algumas entrevistas ele fala inclusive da obrigação de prestar contas de tudo o que fazia para a comunidade e até de aspectos bem bizarros, como ser cobrado por não fazer sexo com as moças com a freqüência exigida. Sexo à parte, "Karrer" acabou caindo fora da comuna cada vez mais politizada e formando uma dissidência musical que deu início ao grupo conhecido depois como "Amon Duul II", com "Renate Knaup", "Lothar Meid", "Peter Leopold", "John Weinzierl", "Christian Strat Thiele" e "Danny Fischelscher". A banda assinou com a Liberty e a estréia dessa formação no vinil foi o grande "Phallus Dei" de 1969, uma das pedras fundamentais do space-rock, levando ao extremo o que bandas como "Pink Floyd" e "Jefferson Airplane" apenas esboçaram até aquele momento. E olha que isso foi apenas o começo, recomendo.
No sul do país, mais precisamente na região da Baviera e mais precisamente ainda na cidade de Munique, alguns jovens decidiram lutar contra a intolerância e formaram o que viria a ser a mais famosa comunidade alemã, uma espécie de matriz para muitas outras que viriam no futuro, daí surgiu o "Amon Duul" em 1967, e lutar era a palavra exata. Essas comunas sabiam que chocar não era tudo, era preciso lutar para ser aceito pelas pessoas. Seus integrantes eram mais do que idealistas, artistas ou simplesmente hippies. Eles eram ativistas. Bom, mas como o assunto aqui é música e o "Amon Düül" foi pródigo nesse quesito, vamos nos concentrar no som, embora eventualmente seremos obrigados a nos desviar para os aspectos políticos da comuna, já que eles foram
responsáveis por importantes mudanças no grupo.
O marco zero da futura história musical do "Amon Düül" aconteceu na verdade em 1966, numa formação que incluía "Chris Karrer" na guitarra, "Lothar Meid" no baixo e "Christian Burchard" (que mais tarde formaria o "Embryo") na bateria. Era um trio de free-jazz alucinado por "Coltrane" e "Ornette Coleman" e que buscava inspiração e aprendizado circulando pelos clubes de jazz de Munique e de Barcelona. Nada dessa fase existe como registro sonoro e ela acabou no ano seguinte, no momento em que "Karrer", segundo suas próprias palavras, seguiu uma garota até um clube recém inaugurado e que apresentava o show de um guitarrista em
excursão pelo país. O nome do guitarrista: "Jimi Hendrix".
Ver aquele negão detonando a poucos metros de distância, num pequeno palco e circundado por imensos amplificadores Marshall, foi uma experiência tão intensa que do free-jazz "Chris Karrer" passou a buscar a free-psicodelia. E os companheiros que ele procurava para levar adiante essa revelação acabou encontrando nas figuras de "Rainer Bauer", "Ulrich" e "Peter Leopold", todos da comunidade "Amon Düül" que iria se expandir com o ingresso da irmã de "Bauer", "Ella", mais "Helge" e "Angelika Filanda", "Uschi Obermeier" e várias crianças, gatos e cachorros. Como disse "Julian Cope" no livro Krautrocksampler, era uma comuna
de 10 ou 12 músicos comprometidos em criar arte política.
Por arte política ao estilo "Amon Düül" entenda-se longas e caóticas jams acústico-percussivo envolvendo todos no palco. O registro que ficou para a posteridade, e que "Karrer" jura não haver tomado parte, é uma sessão de 48 horas ininterruptas de improvisos que resultaram em 4 dos 5 discos lançados pela banda. O primeiro deles, "Psychedelic Underground", foi lançado em 1969 pelo selo Metronome e acrescentou toda sorte de efeitos de estúdio ao som improvisado da banda. Os outros discos foram "Collapsing" de 1970, "Disaster" de 1972 e "Experimente" de 1983,
com uma qualidade de som variando entre o razoável e o bootleg tosco. 
Embora "Julian Cope" tenha sido generoso ao dizer que a comuna abrigava uma dúzia de músicos, na realidade só quatro membros podiam ser encarados como tal. O resto fazia era batucada de branco, abusando dos bongôs e das maracas. Isso acabou por desgostar "Chris Karrer" que estava muito mais voltado
para o poder da música do que o da política.
Em algumas entrevistas ele fala inclusive da obrigação de prestar contas de tudo o que fazia para a comunidade e até de aspectos bem bizarros, como ser cobrado por não fazer sexo com as moças com a freqüência exigida. Sexo à parte, "Karrer" acabou caindo fora da comuna cada vez mais politizada e formando uma dissidência musical que deu início ao grupo conhecido depois como "Amon Duul II", com "Renate Knaup", "Lothar Meid", "Peter Leopold", "John Weinzierl", "Christian Strat Thiele" e "Danny Fischelscher". A banda assinou com a Liberty e a estréia dessa formação no vinil foi o grande "Phallus Dei" de 1969, uma das pedras fundamentais do space-rock, levando ao extremo o que bandas como "Pink Floyd" e "Jefferson Airplane" apenas esboçaram até aquele momento.
E olha que isso foi apenas o começo, recomendo.

DISCOGRAFIA:
1969 - Psychedelic Underground 
1970 - Collapsing
1970 - Paradieswärts Düül
1972 - Disaster
1983 - Experimente

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